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Remote Sensing

Sensoriamento remoto e evidências de uso humano da paisagem amazônica

Working paperv0.1 · Registro do desenho, dos métodos e dos resultados disponíveis no projeto local.
João LeonardiJoão LeonardiORCID3 min
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Uma mudança detectada por satélite descreve uma alteração na paisagem. Atribuí-la a ocupação ou uso humano exige evidências adicionais sobre sua origem. O projeto remote-sensing-for-amazon-society foi organizado para investigar essa relação na Terra Indígena (TI) Mamoriá Grande e em seu entorno de 10 km, utilizando a série orbital de 2005–2025.

A pergunta científica é quais padrões espaciais e temporais são compatíveis com uso humano documentado, persistem após controlar diferenças ambientais e contam com fontes independentes. Fogo, clareiras, regeneração e diferenças estruturais são indicadores auxiliares. O objeto da pesquisa é a história de uso da paisagem, incluindo áreas que atualmente apresentam cobertura florestal aparente.

O processamento ambiental da área completa já foi implementado. Entretanto, o registro consultado contém zero referências humanas cadastradas. Portanto, o resultado atual não é uma classificação validada de presença ou uso humano.

Dois eixos de investigação

O desenho separa transformações observáveis durante 2005–2025 de possíveis legados anteriores que persistem na paisagem atual. No primeiro eixo, séries temporais podem mostrar abertura, alteração e regeneração. No segundo, contrastes de vegetação ou estrutura podem orientar uma investigação sobre legados de manejo.

Uma assinatura persistente não fornece, por si só, uma data arqueológica. A atribuição temporal exige fontes próprias. Da mesma forma, pertencer a uma TI não transforma cada pixel em um rótulo de ocupação nem identifica um povo.

Eixo de observaçãoPapel no projetoLimite de interpretação
Séries ópticas Landsat e Sentinel-2Descrever trajetórias de reflectância e vegetaçãoMudança não determina sua causa
Radar Sentinel-1 e ALOS/PALSARInvestigar respostas estruturais e sazonaisVegetação, água e terreno contribuem ao sinal
Representações TesseraComparar padrões da paisagemDistância entre vetores não é identidade de uso
LiDAR, quando disponível e adequadoAvaliar estrutura e relevo com suporte físicoModelo de superfície não equivale a terreno sob copas
Registros históricos, arqueológicos e levantamentosFundamentar referências de uso humanoExigem fonte, cronologia e precisão espacial verificáveis

Essa tabela representa a arquitetura da pesquisa. Ela não indica que todas as fontes já foram obtidas para toda a área. A série SAR completa e um modelo de terreno sob copas permanecem pendentes.

Referência e causas alternativas

O protocolo prevê um cadastro de referências com natureza da evidência, fonte verificável, intervalo temporal, precisão espacial e condições de uso. A unidade amostral será o local ou a área documentada, com suporte compatível com o sensor. Muitos pixels ou datas do mesmo local não representam muitas observações independentes.

Os controles precisam ser comparáveis em hidrologia, solo, clima, observabilidade e outras condições ambientais. Uma perturbação pode resultar de inundação, seca, vento, fogo ou exploração contemporânea. Sua proximidade de rios ou sua geometria não resolve a atribuição causal.

Também é necessário registrar a dependência entre produtos. Indicadores derivados das mesmas imagens Landsat podem concordar porque compartilham observações. Essa concordância não equivale à confirmação por fontes independentes.

Validação prevista

Quando houver referências suficientes, o protocolo prevê treinamento e avaliação com regiões e intervalos completos reservados. A normalização e a seleção de variáveis devem usar apenas o treinamento. Modelos ópticos, radar e integrados devem ser comparados nas mesmas unidades de avaliação, mantendo explícita a população disponível em cada caso.

As conclusões previstas incluem uso documentado pela fonte, padrão ambiental compatível com essa referência, anomalia sem atribuição, explicação alternativa e evidência insuficiente. Ausência de registro ou de assinatura orbital não será convertida em ausência humana.

A etapa atual estabelece uma base de descritores e um protocolo de investigação. A hipótese sobre uso humano depende de referências e de teste independente, e não apenas da execução do processamento.

Documentação e sequência

O protocolo científico e a situação registrada do projeto acompanham este post. O código foi consultado no repositório local; os anexos documentam o desenho, mas não substituem o ambiente completo de reprodução.

O próximo post apresenta os descritores ambientais da série 2005–2025. Os experimentos com Landsat e Tessera e com dados ópticos e radar avaliam componentes desse desenho sem constituir inferência de presença humana.

Data availability

Fontes: documentação e saídas registradas do projeto local remote-sensing-for-amazon-society, consultadas em 11/10/2026. Os anexos preservam os resultados usados no texto. Os experimentos não validam atribuição de presença ou uso humano; o código e os dados completos permanecem no ambiente original.

Na série Sensoriamento remoto da paisagem amazônica